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Predestinação e o Glorioso convite ao Evangelho
Posted by Administrador in Download, Evangelismo, Livros, Predestinação, Soberania de Deus on 12 maio 2012
Créditos: Projeto Spurgeon
Vontade: Autonomia ou causalidade?
Posted by Administrador in Livre Arbítrio, Predestinação on 15 janeiro 2010
Fonte: http://blogdoseleitos.blogspot.com
Onde está Deus quando a Terra Treme?
Posted by Administrador in Predestinação, Soberania de Deus, Teologia
Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas,se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases? Ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? (Jó 38:4-8).
Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais. (Mateus 10:29-31)
Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. (Salmo 139:16)
Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? (Daniel 4:35)
nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade... (Efésios 1:11)
Deus tem direito de vida ou morte sobre os seres humanos
porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 6:23)
pois todos pecaram e carecem da glória de Deus...(Romanos 3:23)
como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. (Romanos 3:10-12)
Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. (Romanos 5:12)
Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. (Salmo 51:5)
Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. (Apocalipse 20:12-15)
Sei que essa ideia não é agradável. Para muitos, Deus poderia ser mais brando e dar um castigo menor aos seres humanos por causa do pecado. Uma eternidade de tormentos é um cenário muito mais assustador do que os tremores no Haiti ou até mesmo campos de concentração nazistas.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais...(Atos 17:24-25)
Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, (Hebreus 1:3)
Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? (Romanos 9:20-21)
Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça. (Isaías 45:9)
Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades...(Salmo 103:10)
Vede agora que Eu Sou, Eu somente, e mais nenhum deus além de mim; eu mato e faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da minha mão... (Deuteronômio 32:39)
Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam. Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. (Lucas 13:1-5)
Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. (João 3:5-6)
Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? (Romanos 2:4)
Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira. (Romanos 5:6-8)
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor, e em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Romanos 10:9-13)
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)
Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. (Mateus 7:12)
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. (Romanos 5:3-4)
Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. (2 Coríntios 12:9)
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Romanos 8:28)
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Autor: Helder Nozima
Fonte: 5calvinistas.blogspot.com
Predestinação
Posted by Administrador in Predestinação, Teologia on 30 dezembro 2009
De todas as doutrinas da fé cristã, com certeza uma das mais intrigantes e menos compreendidas é a da predestinação. Para muitos, ela parece obscura e até bizarra. Para outros, parece uma investigação desnecessária sobre algo que excede a capacidade da compreensão humana. Entende-se que tal minúcia teológica possui pouco ou nenhum significado prático. Mas uma vez que a revelação bíblica a menciona, o cristão não tem opção, a não ser indagar seu significado. O fato de ser uma doutrina difícil e obscura não nos exime da necessidade de estudá-la em profundidade e refletir sobre ela a fim de determinar a verdade nela contida. É necessário definir com precisão o significado do termo predestinação. Embora alguns o usem de forma intercambiável como “preordenação” e “eleição”, para nossos propósitos aqui “predestinação” é um ponto intermediário em especificidade entre “preordenação” e “eleição”. “Preordenação” , conforme se vê na Figura abaixo, é o termo mais abrangente, denotando a vontade de DEUS com respeito a tudo o que ocorre, seja o destino de cada indivíduo humano, seja a queda de uma pedra. “Predestinação” refere-se à escolha divina de indivíduos para a vida eterna ou para a morte eterna. “Eleição” é a seleção de alguns para a vida eterna, o lado positivo da predestinação; “reprovação” é o
lado negativo.
Concepções diferentes de predestinação
O calvinismo
Embora a doutrina da predestinação tenha sido desenvolvido por vários teólogos desde Agostinho até Karl Barth, as formulações contratantes de João Calvino e Jacó Armínio são as que abordam com maior clareza suas questões básicas. O que se designa por calvinismo tem assumido muitas formas ao longo dos anos. Examinaremos aqui certos aspectos comuns encontrados em todas elas. Um auxílio mnemônico em inglês, às vezes usado para resumir o sistema como um todo, é o acrônimo TULIP: Total depravity, Unconditional predestination, Limited atonement, Irresistible grace e Perseverance (depravação total, predestinação incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança). Embora haja interpretações levemente variadas dessas expressões e nem todos esses conceitos sejam essenciais para nossas considerações presentes, vamos adotá-las como base para nossa análise da concepção calvinista da predestinação.
Os calvinistas entendem que toda raça humana está perdida no pecado. Eles destacam o conceito de depravação total: todo indivíduo é tão pecador que é incapaz de responder a qualquer oferta de graça. Essa condição, que merecemos plenamente, implica corrupção moral (e, portanto, incapacidade moral) e também possibilidade ao julgamento (culpa). Todas as pessoas começam a vida nessa condição. Por esse motivo, é chamado “pecado original”. Ás vezes, a expressão “incapacidade total” é usada para descrever a condição humana. Essa terminologia salienta que os pecadores perderam a capacidade de fazer o bem e são incapazes de se converter. Numerosas passagens indicam tanto a universalidade quanto a seriedade dessa condição (e.g., Jo 6.44; Rm 3.1-23; 2Co 4.3,4 e, especialmente, Ef 2.1-3).
O segundo conceito importante do calvinismo é a soberania de DEUS. Ele é o Criador e o Senhor de todas as coisas e, por conseguinte, é livre para fazer tudo o que deseja. Ele não está sujeito nem deve explicações a ninguém. Os homens não estão em posição de julgar a DEUS por aquilo que ele faz. Uma das passagens citadas com freqüência nessa discussão é a parábola dos trabalhadores na vinha. Os que foram contratados na undécima hora receberam o mesmo pagamento prometido aos contratados no início do dia. Quando os que foram contratados mais cedo reclamaram da aparente injustiça, o senhor respondeu a um deles: “Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? (Mt. 20.13-15). Outra passagem significativa é a metáfora de Paulo sobre o oleiro e o barro. Para o indivíduo que reclama da injustiça de DEUS, Paulo responde: “Quem és tu, ó homem, para discutires com DEUS?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Porque me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso novo para honra e outro, para desonra?” (Rm. 20,21). Esse conceito de soberania divina, juntamente com a incapacidade humana, é básico para a doutrina calvinista da eleição.
A Eleição, de acordo com o calvinismo, é a escolha que DEUS faz de certas pessoas para seu favor especial. Isso pode dizer respeito à escolha de Israel como povo da aliança especial de DEUS ou à escolha de indivíduos para algum ofício especial. O aspecto de nosso interesse principal aqui, no entanto, é a escolha de certas pessoas para serem filhos espirituais de DEUS e, portanto, para receberem a vida eterna. Uma prova bíblica de que DEUS selecionou certos indivíduos para a vida eterna. Uma prova bíblica de que DEUS selecionou certos indivíduos para a salvação encontra-se em Efésios 1.4,5: “[ O Pai] nos escolheu, nele [Jesus Cristo], antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”. Jesus indicou que a iniciativa fora sua na seleção dos discípulos para a vida eterna: “Não fostes vós que me escolhestes a mim: pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto ermaneça” (Jo 15.16). Além disso, todos os que são dados a Jesus pelo Pai irão a ele: “Todo aquele que o pai me dá, esse virá a mim: e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37).
A interpretação de que a escolha ou a seleção que DEUS faz de certas pessoas para a salvação é absoluta ou incondicional está em harmonia com os atos de DEUS em outros contextos, tais como sua escolha da nação de Israel, que ocorreu pela seleção de Jacó e a rejeição de Esaú. Em Romanos 9, Paulo argumenta com vigor que todas essas escolhas pertencem totalmente a DEUS e não dependem, de modo algum, das pessoas escolhidas. Tendo citado a declaração de DEUS a Moisés em Êxodo 33.19, “Terei misericórdia de quem me aprouver Ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver Ter compaixão”, Paulo comenta: “Assim pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar DEUS a sua misericórdia” (Rm 9.15,16).
Já vimos várias características da eleição conforme entendem os calvinistas. Uma é que a eleição é uma expressão da vontade soberana ou do beneplácito de DEUS. Ela não se baseia em algum mérito do eleito. Também não se baseia na previsão de que a pessoa virá a crer. É a causa, não resultado, da fé. A Segunda é que a eleição é eficaz. Os que foram escolhidos por DEUS com certeza virão a crer nele e, também, perseverarão nessa fé até o fim. Todos os eleitos serão com certeza salvos. A terceira é que a eleição foi feita desde a eternidade. Não é uma decisão tomada em algum ponto do tempo em que o indivíduo já existe. Trata-se do que DEUS sempre se propôs fazer. A Quarta é que a eleição é incondicional. Ela não exige que os seres humanos realizem atos específicos ou preencham certas condições ou ordens de DEUS. Não é que DEUS deseja salvar as pessoas, caso façam algumas coisas. Ele simplesmente deseja salvá-las e o faz. Por fim a eleição é imutável. DEUS não muda de idéia. A eleição vem desde as eternidade e brota da misericórdia infinita de DEUS; ele não tem motivos nem ocasião para mudar de idéia.
Em sua maioria, os calvinistas alegam que a eleição é incoerente com o livre arbítrio, ou seja, segundo entendem o termo. Negam, entretanto, que os homens tenham livre arbítrio no sentido arminiano. O que os calvinistas destacam é que o pecado retirou, se não a liberdade, pelo menos a capacidade de exercer devidamente a liberdade. Loraine Boettner, por exemplo, compara a humanidade decaída a uma ave de asa quebrada. A ave é “livre” para voar, mas não é capaz de fazê-lo. Da mesma forma, “o homem natural é livre para chegar a DEUS, mas não é capaz de fazê-lo. Como pode se arrepender do pecado se ama o pecado? Como pode chegar a DEUS se odeia a DEUS? Essa é a incapacidade da vontade sob a qual luta o homem”. É apenas quando DEUS chega em sua graça especial aos que escolheu, que eles são capazes de atender.
Uma área em que há variações entre os calvinistas é o conceito de reprovação. Alguns sustentam a dupla predestinação, a crença de que DEUS escolhe alguns para a salvação e outros para a perdição. Outros dizem que DEUS na realidade escolhe os que receberão a vida eterna e passa ao largo dos outros, deixando-os nos pecados que eles mesmos escolhem. O efeito é o mesmo em ambos os casos, mas a segunda concepção atribui a perdição dos não eleitos à sua própria escolha do pecado, não a uma decisão ativa de DEUS ou a uma escolha divina por omissão, em vez de comissão.
O arminianismo
Arminianismo é um termo que cobre grande número de subposições. Ele cobre desde as concepções evangélica do próprio Armínio até o liberalismo de esquerda. O Arminianismo também inclui o catolicismo romano convencional com ênfase na necessidade de obras no processo de salvação. Na maior parte dos casos, vamos considerar a forma mais conservadora ou evangélica do arminianismo, mas vamos construí-la de modo suficientemente amplo que comporte a posição de quase todos os arminianos.
Embora as formações da concepção arminiana contenha certo grau de variação, existe um ponto de partida lógico: o conceito de que DEUS deseja que todos sejam salvos. Os arminianos destacam certas afirmações das Escrituras. Que DEUS não se compraz com a morte do pecador se evidencia na afirmação de Pedro: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3.9). Paulo ecoa um sentimento semelhante: “DEUS, nosso salvador, [...] deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.3,4 veja tb. Ez 33.11; At 17.30,31).
Não é apenas em declarações didáticas, mas no caráter universal de muitos dos mandamentos e exortações de DEUS que vemos seu desejo de que toda a raça humana seja salva. O Antigo Testamento contém convites universais; por exemplo:” Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei” (Is.55.1). O convite de Jesus era semelhantemente irrestrito: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt. 11.28). Se, ao contrário do que esses versículos parecem implicar, DEUS não tem intenção de salvar todas as pessoas, deve estar sendo insincero em sua oferta.
A Segunda concepção importante do arminianismo é que todas as pessoas são capazes de crer ou de preencher as condições para serem salvas. Não fosse assim, os convites universais à salvação não teria sentido. Mas será que a teologia comporta o conceito de que todas as pessoas são capazes de crer? Comporta, se modificarmos ou eliminarmos a idéia da depravação total dos pecados. Ou, como John Wesley ou outros, podemos adotar o conceito da “graça preveniente”. É esta posição posterior que ocupará nossa atenção aqui.
Conforme se costuma compreender, a graça preveniente é a graça dada por DEUS a todas as pessoas, indiscriminadamente. Ela é vista no fato de DEUS enviar sol e a chuva sobre todos. É também a base de toda a bondade encontrada nas pessoas em todos os lugares. Além disso, ela é dada universalmente para contra-atacar o efeito do pecado. Já que DEUS deu essa graça a todos, todos são capazes de aceitar a oferta da salvação: por conseguinte, não há necessidade de nenhuma aplicação especial da graça de DEUS a indivíduos em particular.
O terceiro conceito básico é o lugar da presciência na eleição das pessoas para a salvação. Em sua maioria, os arminianos desejam conservar o termo eleição e a idéia de que os indivíduos são preordenados para a salvação. Isso significa que DEUS deve preferir algumas pessoas a outra. Na concepção arminiana, ele escolhe algumas para que recebam a salvação, enquanto apenas passa ao largo das outras. Os que são predestinados por DEUS são os que, por seu infinito conhecimento, consegue prever que aceitarão a oferta da salvação feita por Jesus Cristo. Essa concepção é baseada na estreia relação apresentada pelas Escrituras entre a presciência e a preordenação ou predestinação. A passagem básica a que se recorre é Romanos 8.29: “Portanto aos que de antemão conheceu, também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Um texto de apoio é 1Pedro 1.1.2, em que Pedro dirige-se aos “eleitos, segundo a presciência de DEUS pai”. Ambas as referências dão a entender que a preordenação é baseada na presciência e dela resulta.
Por fim, os arminianos levantam objeções contra a concepção calvinista de que a predestinação seja incondicional ou absoluta. Algumas delas são práticas e não teóricas quando à natureza. Muitas delas reduzem-se à natureza. Muitas delas reduzem-se à idéia de que o calvinismo é fatalista. Se DEUS determinou tudo que irá ocorrer, aquilo que os homens fazem realmente provocam alguma diferença? O comportamento ético torna-se irrelevante. Se somos eleitos, tem alguma importância a maneira pela qual vivemos? Seremos salvos independentemente de nossas ações.
Outra objeção é que o calvinismo nega todo e qualquer impulso missionário ou evangelístico. Se DEUS já escolheu quem será salvo e o número deles não pode ser aumentado, por que pregar o evangelho? Os eleitos serão salvos de todo jeito, e aquele número exato de escolhidos, nem um a mais nem a menos, virá a Cristo. Portanto, por que se preocupar em levantar fundos, enviar missionários, pregar o evangelho ou orar pelos perdidos? Tais atividades são, com certeza, exercícios vãos.
A última objeção é que a doutrina calvinista é uma contradição da liberdade humana. Os pensamentos que temos, as escolhas que fazemos e as ações que realizamos não são de fato nossos. Não são livres, mas causados por uma força externa, a saber, DEUS. E, portanto, não somos de fato humanos no sentido tradicional da palavra. Somos autômatos, robôs ou máquinas. Isso, porém, contradiz tudo o que sabemos sobre nós mesmos e a maneira pela qual também vemos os outros. Não há motivo para DEUS nos elogiar por termos feito o bem ou nos censurar por termos feito o mal, pois não podíamos fazer diferente.
Uma proposta de solução
Agora precisamos tentar chegar a algumas conclusões sobre essa questão intrincada dos decretos de DEUS com respeito à salvação. Note que não estamos lidando aqui com toda a questão dos decretos de DEUS em geral. Em outras palavras, não estamos considerando se DEUS torna certos todos os eventos que ocorrem em todos os tempos e em todo o universo. Estamos interessados apenas em discutir se alguns são destacados por DEUS para serem receptores especiais de sua graça.
Começamos com uma análise dos dados bíblicos. As Escrituras falam da eleição em vários sentidos diferentes. Eleição às vezes refere-se à escolha que DEUS faz de Israel como seu povo especial, sob seu favor. Ocasionalmente, indica a seleção de indivíduos para posições especiais de privilégio e serviço e, claro, a seleção para a salvação. Em razão dos vários significados de eleição, qualquer tentativa de limitar nossa discussão a apenas um deles resultará, inevitavelmente, no truncamento do tópico.
Antes de investigar o ensino bíblico de que DEUS escolheu especialmente a alguns para que tenham vida eterna, é importante considerar o retrato pungente que a Bíblia faz do homem: perdido, cego e incapaz, em seu estado natural, de responder com fé à oportunidade de salvação. Em Romanos, em especial no capítulo 3, Paulo retrata a raça humana desesperadamente separada de DEUS por causa do pecado. Os homens são incapazes de fazer alguma coisa para se desvencilhar dessa condição e, aliás, sendo bem cegos quanto à sua situação, não têm sequer o desejo de fazê-lo. Os calvinistas e os arminianos conservadores concordam nesse ponto. Não é apenas que os homens em seu estado natural não conseguem fazer boas obras do tipo que possam justificá-los diante de DEUS. Além disso, somos afligidos pela cegueira espiritual (Rm 1.18-23; 2Co 4.3,4) e pela insensibilidade.
Por essa razão, segue-se que ninguém atenderia ao apelo do evangelho sem uma ação especial de DEUS. É neste ponto que muitos arminianos, reconhecendo a incapacidade humana conforme ensinada na Escritura, introduzem o conceito de graça preveniente, que teria efeito universal, anulando os resultados noéticos do pecado, tornando, então, possível a fé. O problema é que não há nenhuma base clara adequada na Escritura para esse conceito de capacitação universal. A teoria, embora atraente em muitos aspectos, simplesmente não é ensinada de forma explícita na Bíblia.
Voltamos à questão de por que alguns crêem, encontramos uma coleção impressionante de textos que dão a entender que DEUS selecionou alguns para a salvação e que nossa resposta à oferta da salvação depende dessa decisão e iniciativa anteriores de DEUS. Por exemplo, ligado à explicação de Jesus de que falava por meio de parábolas de modo que alguns ouvissem mas não entendessem, observamos que ele continua, dizendo aos discípulos: “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (Mt. 13.16). Pode-se entender, com isso, que eles não eram tão incapazes, no aspecto espiritual, quanto os outros ouvintes. Mas podemos captar melhor o que se implica aqui observando Mateus 16. Jesus havia perguntado Aos discípulos sobre o que as pessoas diziam a respeito dele, e eles havia citado várias opiniões – João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas (v.14). Pedro, porém, confessou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo” (v.16). O comentário de Jesus é instrutivo: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (v.17). Foi uma ação especial de DEUS que fez a diferença entre os discípulos e os espiritualmente cegos e surdos. Isso está de acordo com as afirmações de Jesus: Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer” (Jo 6.44) e “Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros” (Jo 15.16). Jesus também nos diz que essa condução e escolha são eficazes: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”(Jo.637). “Todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim” (v.45). O conceito de que Lucas nos diz que quando os gentios de Antioquia da Psídia ouviram da salvação, “regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que havia sido destinados para a vida eterna” (At. 13.48).
Além disso, o argumento arminiano de que a preordenação de DEUS é baseada em sua presciência não é persuasivo, pois a palavra hebraica yãda, que parece estar por trás das referências à “presciência” em Romanos 8.29 e 1pedro 1.1,2, significa mais que um conhecimento prévio. Ela carrega a conotação de um relacionamento muito positivo e íntimo. Insinua uma demonstração de favor ou de amor a alguém, sendo usada até mesmo para relações sexuais. O que se tem em vista, portanto, não é um conhecimento prévio neutro daquilo que alguém fará, mas uma escolha ativa daquela pessoa. Contra esse fundo hebraico, parece provável que as referências à predestinação em Romanos e 1 Pedro estão apresentando a presciência não como base da predestinação, mas como sua confirmação.
Mas que dizer das ofertas universais da salvação e dos convites gerais aos ouvintes para que creiam? Os arminianos às vezes alegam que, pelos argumentos calvinistas, alguém pode resolver aceitar a salvação, mas ser impedido de se salvar. Mas de acordo com o entendimento calvinista, essa cena nunca ocorre, pois ninguém é capaz de desejar ser salvo, chegar a DEUS e crer, sem uma capacitação especial. DEUS oferece sinceramente a salvação a todos, mas todos nós estamos tão estabelecidos em nossos pecados, que não atendemos, a menos que sejamos assistidos.
Existe liberdade real em uma situação dessas? Aqui retemos o leitor à nossa discussão geral sobre a liberdade humana em relação ao plano de DEUS (cap.12). Também precisamos notar, entretanto, que agora estamos lidando especificamente com a capacidade espiritual ou a liberdade de escolha com respeito á questão crucial da salvação. E aqui a consideração principal é a depravação. Se, como alegamos, os homens no estado irregenerado são totalmente incapazes de corresponder à graça de DEUS, não se discute se eles são livres para aceitar a oferta da salvação – ninguém é! Antes, a pergunta é: alguém que receba um chamado especial tem liberdade para rejeitar a graça oferecida? A posição tomada aqui não é de que os chamados sejam obrigados a atender, mas que DEUS, torna tão atraente a oferta, que eles desejam responder afirmativamente.
Implicações da predestinação
Corretamente compreendida, a doutrina da predestinação tem algumas implicações significativas:
- Podemos Ter confiança de que aquilo que foi decidido por DEUS ocorrerá. Seu plano será cumprido e os eleitos chegarão à fé.
- Não precisamos nos criticar quando alguns rejeitam a CRISTO. Jesus mesmo não ganhou todos os ouvintes. Ele compreendia que todos os que o Pai lhe havia dado viriam a ele (Jo 6.37) e que apenas aqueles viriam (v.44). Depois de fazermos o melhor, podemos confiar a questão ao Senhor.
- A predestinação não anula o incentivo para a evangelização e as missões. Não sabemos quem são os eleitos e os não eleitos, portanto, precisamos continuar a divulgar a Palavra. Nossos esforços evangelístico são os meios que DEUS usa para levar a salvação aos eleitos. A ordenação de DEUS para o fim também inclui a ordenação dos meios para atingir tal fim. O
conhecimento de que as missões são o meio de DEUS é uma forte motivação para o empenho e nos dá confiança de que será bem-sucedido. - A graça é absolutamente necessária. Embora os arminianos dêem, muitas vezes, grande ênfase à graça, em nosso esquema calvinista não há base para DEUS escolher alguém para a vida eterna, a não ser sua vontade soberana. Não há nada no indivíduo que persuada a DEUS a garantia a garantir sua salvação.
BIBLIOGRAFIA:
Introdução à Teologia Sistemática. Erickson, Millard J. Trad. Luci Yamakami. Ed. Vida Nova – São Paulo. 1ª edição 1997. Reimpressões 1998,1999.
A fórmula que Einsten não descobriu
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Os inimigos do calvinismo apregoam que, “ninguém consegue ler cinco páginas nas Institutas de Calvino sem ver o nome de Agostinho. Calvino cita Agostinho mais de quatrocentas vezes nas Institutas apenas. Ele chamou Agostinho por títulos como “homem santo” e “pai santo.” O próprio Calvino até declarou: “Agostinho está tão inteiramente comigo, que se eu quisesse escrever uma confissão de minha fé, eu poderia fazer com toda integridade e satisfação a mim mesmo de seus escritos.” De fato, Calvino encerra sua introdução para a última edição de suas Institutas com uma citação de Agostinho. “ Sim, e daí? O que diremos de um arminiano ou de Armínio? Provavelmente irá chamar Pelágio de pai!
"Deixem Deus ser Deus": A Predestinação de Acordo com Martinho Lutero - Timothy George
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O problema da predestinação é levantado pela especificidade da tradição judeu-cristã: o fato de que Deus revelou-se exclusivamente num povo, Israel, e supremamente num homem, Jesus de Nazaré. Jesus, assim como Paulo, falou dos “eleitos” e dos “poucos escolhidos”. A tensão entre a livre eleição de Deus e a resposta humana genuína está presente já nos documentos do Novo Testamento. Entretanto, Agostinho, em sua luta clássica com Pelágio, foi quem primeiramente desenvolveu uma doutrina madura da predestinação. Para Pelágio, a salvação era uma recompensa, o resultado das boas obras livremente realizadas pelos seres humanos. A graça não era algo diferente ou além da natureza, nem acima dela; a graça estava presente dentro da própria natureza. Em outras palavras, a graça era simplesmente a capacidade natural, que todos possuem, de fazer a coisa certa, de obedecer aos mandamentos e assim obter a salvação. Agostinho, por outro lado, via um grande abismo entre a natureza, em seu estado caído, e a graça. Profundamente cônscio da impotência total de sua própria vontade em escoher corretamente. Agostinho entendia a salvação como a livre e surpreendente dadivda de Deus: “Atribuo à tua graça e misericórdia, porque dissolveste meus pecados como se fossem gelo”. Se, entretanto, a fonte de nossa conversão a Deus reside não em nós mesmos, mas somente no bom prazer de Deus, por que alguns reagem positivamente ao Evangelho, enquanto outros o desprezam? Essa pergunta levou Agostinho à discussão paulina da eleição, exposta em Romanos 9-11. Aqui ele encontra a base para sua própria doutrina “cruel” da predestinação: da massa da humanidade decaída, Deus escolhe alguns para a vida eterna e omite outros que estão, assim, destinados à destruição, e tal decisão é feita independentemente de obras ou méritos humanos.
Durante os mil anos transcorridos entre Agostinho e Lutero, a principal corrente da teologia medieval dedicou-se a dissolver o severo predestinacionismo daquele. É verdade que Pelágio fora condenado no Concílio de Éfeso (431), e o semipelagianismo, a saber, a visão de que ao menos o inicio da fé, o primeiro voltar-se para Deus, era resultado do livre-arbítrio, foi rejeitado pelo II Concílio de Orange (529). Contudo, a maioria dos teólogos, tentou modificar a doutrina de Agostinho, enfraquecendo a base da predestinação. Alexandre de Hales recorreu ao principio da eqüidade divina: “Deus relaciona-se de igual para igual com todos”. Outros afirmavam que a predestinação era subordinada ao conhecimento prévio, ou seja, Deus elege aqueles que sabe com antecedência que receberão méritos de seu próprio livre-arbítrio. Nenhuma dessas teorias da salvação era “puramente” pelagiana, porque todas requeriam a assistência da graça divina. Ainda assim, o fator crucial continuava sendo a decisão humana de responder positivamente a Deus, em lugar da livre e desacorrentada decisão de Deus de escolher quem desejasse.
Vimos como a doutrina da justificação sustentada por Lutero rompeu decisivamente com o modelo agostiniano de distribuição progressiva da graça. Somos justificados não porque Deus nos está tornando gradualmente justos, mas porque fomos declarados justos com base no sacrifício expiatório de Cristo. Contudo, a partir do princípio anterior da sola gratia , Lutero – e Zuínglio e Calvino depois dele – permanece firme com Agostinho contra os “pelagianos” posteriores que exaltam o livre-arbítrio humano à custa da livre graça de Deus. Nesse aspecto, a linha principal da Reforma Protestante pode ser vista como uma “aguda agostinianização do cristianismo”. Alguns historiadores consideram a doutrina da predestinação de Lutero uma aberração de seus temas principais ou, na melhor das hipóteses, “um pensamento meramente auxiliar”. Mas Lutero via o assunto de maneira diferente. Respondendo ao ataque de Erasmo a essa doutrina, Lutero elogiou o humanista por não aborrecê-lo com questões insignificantes como o papado, o purgatório ou as indulgências. “Apenas você”, ele disse, “atacou a questão verdadeira, isso é, a questão inicial [...] Apenas você percebeu o eixo ao redor do qual tudo gira, e apontou para o alvo vital.”
Uma das queixas de Lutero contra os “teólogos-porcos” era a tese deles de que a vontade humana, em sua própria volição, poderia realmente amar a Deus todas as coisas, ou que, ao fazer seu melhor, mesmo à parte da graça, alguém poderia obter certa permanência perante Deus. A essa avaliação otimista do potencial humano, Lutero opôs um duro contraste entre natureza e graça. “A graça coloca a Deus no lugar no lugar de tudo o mais que ela vê, e o prefere a si mesma, mas a natureza coloca a si mesma no lugar de tudo, e mesmo no lugar de Deus, e busca apenas o que lhe é próprio e não o que é de Deus”. Como “natureza” Lutero não queria dizer simplesmente o reino criado, mas sim o reino criado decaído e particularmente, a vontade humana decaída, que esta “curvada sobre si mesma” ( incurvatus in se ), “escravizada” e manchada com o mal em todas as suas ações. Na Disputa de Heidelberg, em 1518, Lutero defendeu a tese: “Depois da queda, o livre-arbítrio existe apenas nominalmente, e, enquanto, alguém ´faz o que está em si´, está cometendo um pecado mortal”. Inclui-se essa formulação na bula Exsurge Domine , pela qual o Papa Leão X excomungou Lutero, em 1520.
Então, será que Lutero era um determinista absoluto? Erasmo e alguns estudiosos pensavam assim. Lutero, de fato, aproximou-se perigosamente de linguagem necessitariana. Todavia, ele nunca negou que o livre-arbítrio mantém seu poder em assuntos que não se relacionam com a salvação. Assim, Lutero disse a Erasmo: “Sem dúvida você está certo em conferir ao homem algum tipo de livre-arbítrio, mas imputar-lhe um arbítrio que seja livre nas coisas de Deus é demais”. Lutero admitiu abertamente que mesmo uma vontade escravizada “não é um nada”, que, com respeito àquelas coisas “inferiores” a ela, a vontade mantém seu poder total. É apenas com respeito àquilo que é “superior” a ela que a vontade é mantida presa em seus pecados e não pode escolher o bem de acordo com Deus. Aqui, encontramos um paralelo ao desprezo de Lutero para com a razão. Em sua esfera legítima, a razão é o mais elevado dom de Deus, mas no momento em que excede para a teologia, torna-se a “prostituta do diabo”. O mesmo se dá com o livre-arbítrio. Entendido como a capacidade vinda de Deus para tomar decisões ordinárias, para cumprir as responsabilidades no mundo, o livre-arbítrio permanece intacto. O que ele não pode fazer é realizar a própria salvação. Nesse sentido, o livre-arbítrio está totalmente corrompido pelo pecado e cativo a Satanás.
Lutero descreveu a natureza dessa escravidão sob o aspecto de uma luta entre Deus e Satanás.
Assim, a vontade é como um animal entre dois cavaleiros. Se Deus o monta, ele quer ir e vai aonde Deus quer. [...] Se Satanás o monta, ele quer ir e vai aonde Satanás quer; ele não pode escolher correr para um deles ou seguir a um deles, mas os próprios cavaleiros brigam pela posse e controle dele.
Mesmo tendo alguns estudiosos encontrado traços de um dualismo maniqueísta nessa metáfora, Lutero estava meramente desenvolvendo uma imagem já apresentada por Jesus: “...todo o que comete pecado é escravo do pecado” e “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe aos desejos...” (Jo 8.34,44). Há outro ponto que Lutero desenvolveu com respeito à vontade escravizada. Embora nosso destino eterno, em certo sentido, seja determinado por Deus, não somos com isso compelidos a pecar. Pecamos espontânea e voluntariamente. Continuamos querendo e desejando fazer o mal, a despeito do fato de que em nossas próprias forcas não podemos fazer nada para alterar essa condição. Essa é tragédia da existência humana se a graça: estamos tão curvados sobre nós mesmos que, pensando estar livres, entregamo-nos exatamente àquelas coisas que apenas aumentam nossa escravidão.
O propósito da graça é libertar-nos da ilusão da liberdade, que é na verdade escravidão, e guiar-nos para a “gloriosa liberdade dos filhos de Deus”. Só quando a vontaade recebeu a graca, ou, para usar sua outra metáfora, só quando Satanás é vencido por um cavaleiro mais forte, “é que o poder da decisão torna-se realmente livre, em todos os aspectos concernentes à salvação”. A verdadeira intenção por trás do reforço de Lutero à vontade escravizada mostra-se óbvia agora. Deus deseja que possamos ser verdadeiramente livres em nosso amor para com ele; contudo, isso não é possível até que sejamos libertos de nosso cativeiro a Satanás e ao ego. O eco de resposta à escravidão da vontade é a liberdade do cristão .
Visto que, fora da graça, o homem não possui nem uma razão sã, nem uma vontade boa, “a única preparacao infalível para a graça [...] é a eleição eterna e a predestinação de Deus”. Lutero não se esquivou de uma doutrina de predestinação absoluta e dupla, ainda que admitisse que “isso é um vinho muito forte e comida substancial para os fortes”. Ele até restringiu o alcance da expiação aos eleitos: “Cristo não morreu por todos absolutamente”. Contra a objecao de que tal visão transformava Deus num ogro arbitrário, Lutero respondeu – como Paulo – “Deus assim o quer, e porque ele o quer, isso não é perverso”. A “prudencia da carne” diz que “é cruel e miseravel Deus buscar sua glória em minha maldade. Ouça a voz da carne! ´Meu, minha´, diz ela! Lance fora esse ´meu´ e diga, em lugar disso ´Glória a ti, Snhor´, e você será salvo”. A postura da razão é sempre de egocentrismo. Deus é apenas tão “injusto”, falando estritamente, ao justificar os ímpios à parte de seus méritos, quanto o é ao rejeitar outros à parte de seus deméritos. Ainda assim, ninguém reclama da primeira “injustiça”, porque o interesse pessoal está em jogo! Em ambos os casos, Deus é injusto pelos padrões humanos, mas justo e verdadeiro pelos seus. Lutero recusou-se a submeter Deus ao tribunal da justiça humana como se a “Majestade, que é o criador de todas as coisas, tivesse de curvar-se a uma das escórias de sua criação”. “Deixem Deus ser bom”, clamava Erasmo, o moralista. “Deixem Deus ser Deus”, replicava Lutero, o teólogo.
Embora Lutero nunca tenha suavizado sua doutrina da predestinação (como fizeram posteriormente os luteranos), ele de fato tentou estabelecer o mistério no contexto da eternidade. Lutero nunca admitiu que os inescrutáveis julgamentos de Deus eram realmente injustos, mas sim que somos incapazes de apreender o quanto são justos. Há, segundo ele, três luzes – a luz da natureza, a luz da graça e a luz da glória. Pela luz da graça, tornamo-nos capazes de entender muitos problemas que pareciam insolúveis pela luz da natureza. Mesmo assim, na luz da glória, os retos julgamentos de Deus – incompreensíveis para nós agora, mesmo pela luz da graça – serão abertamente manifestos. Lutero, então, apelava para a reivindicação escatológica da decisão de Deus na eleição. A resposta ao enigma da predestinação encontra-se no caráter oculto de Deus, por trás e alem de sua revelação. No final, quando tivermos prosseguido através das “luzes” da natureza e da graça para a luz da glória, o “Deus escondido” se mostrará um só como o Deus que está revelado em Jesus Cristo e proclamado no Evangelho. Nesse ínterim, Lutero admitiu, podemos apenas acreditar nisso. A predestinação, como a justificação, é também sola fide.
Ninguém conhecia melhor do que Lutero a angústia que o duvidar da própria eleição podia provocar numa alma vacilante. Como um pastor poderia responder a alguém que estivesse atormentado por esse problema? Lutero deu duas respostas a essa questão, uma para o cristão forte, a outra para o mais fraco ou para o novo convertido. A mais alta posição entre os eleitos pertence àqueles que “se conformam com o inferno se Deus o deseja”. A resignação com o inferno era tema popular na tradição mística e significava passividade absoluta, um total deixar-se perder ( Gelassenheit ) ante o abismo do ser de Deus. Lutero dizia que Deus dispensava esse dom aos eleitos de maneira breve e escassa, quase sempre na hora da morte.
Mais, comumente Lutero era chamado a aconselhar cristãos comuns que estavam atormentados pela questão da eleição. O conselho básico de Lutero era: “Agradeça a Deus por seus tormentos!”. É característico dos eleitos, não dos réprobos, tremer em face dos desígnios ocultos de Deus. Além disso, ele instava por uma completa refutação do diabo e uma contemplação de Cristo. Foi típica sua resposta a Bárbara Lisskirchen, que estava aflita sentindo não se encontrar entre os eleitos:
“Quando tais pensamentos a assaltam, você deve aprender a perguntar a si mesma: “Por favor, em que mandamento está escrito que eu deva pensar sobre esse assunto e lidar com ele?”. Quando parecer que não há tal mandamento, aprenda a dizer: “Saia daqui, maldito diabo! Você está tentando fazer com que eu me preocupe comigo mesma. Meu Deus declara em todos os lugares que eu devo deixá-lo tomar conta de mim [...]”. A mais sublime de todas as ordens de Deus é esta, que mantenhamos diante de nossos olhos a imagem de seu Filho querido, nosso Senhor Jesus Cristo. Todos os dias ele deve ser nosso excelente espelho, no qual contemplamos o quanto Deus nos ama e quão bem, em sua infinita bondade, ele cuidou de nós ao dar seu Filho amado por nós. Desse modo, eu digo, e de nenhum outro, um homem aprende a lidar adequadamente com a questão da predestinação. Será evidente que você crê em Cristo. Se você crê, então será chamada. E, se é chamada, então muito certamente está predestinada. Não deix que esse espelho e trono de graça seja quebrado diante de seus olhos [...] Contemple o Cristo dado por nós. Então, se Deus desejar, você se sentirá melhor”.
A doutrina da predestinação defendida por Lutero não era motivada por interesses especulativos ou metafísicos. Era uma janela para a vontade graciosa de Deus, que se ligou livremente à humanidade em Jesus Cristo. A predestinação, como a natureza do próprio Deus, só pode ser atingida mediante a cruz, mediante as “feridas de Jesus”, às quais Staupitz havia dirigido o jovem Lutero em suas primeiras batalhas.
Fonte: GEORGE, Timothy. Teologia dos Reformadores. 1ª Edição. São Paulo, Edições Vida Nova, 1999. pp. 74-80.
A Soberania de DEUS - Loraine Boettner
Posted by Administrador in Predestinação, Soberania de Deus, Teologia on 09 dezembro 2009
Toda pessoa que pensa, rapidamente vê que alguma soberania rege sua vida. Não lhe foi perguntado se ele existiria; nem quando, onde ou como nasceria; se no século vinte ou antes do dilúvio; se branco ou negro, se na América ou na China. É reconhecido pelos Cristãos de todas as épocas que Deus é o Criador e o Regente do universo, e que como o Criador e Regente do universo, Ele é a única fonte de todo o poder que é encontrado nas criaturas. Assim nada pode passar à parte de Sua soberana vontade; e quando nós permanecemos nesta verdade, percebemos que ela envolve considerações que estabelecem a posição Calvinista e desaprovam a posição Arminiana.Pelo fato de Deus ter criado tudo o que existe, Ele é o Dono absoluto e Regulador de tudo o quanto Ele fez. Ele não exerce influência meramente, mas na verdade rege o mundo que Ele criou. As nações da terra, em sua insignificância, são como grãos de poeira na balança, quando comparadas com a Sua grandeza; e muito mais cedo poderá o sol parar o seu curso, que Deus ser impedido em Seu trabalho ou em Sua vontade. Em meio a todas as aparentes derrotas e inconsistências da vida Deus realmente move-se adiante, em imperturbável majestade. Mesmo os atos pecaminosos dos homens podem ocorrer somente com a Sua permissão. E desde que ele assim o permite, não relutantemente mas voluntariamente, tudo o que venha a existir - incluindo as ações e o destino final dos homens - devem estar, de alguma forma, de acordo com os Seus desejos e propósitos. Na mesma proporção em que tal é negado Deus é excluído do governo do mundo. Naturalmente alguns problemas aparecem aqui, os quais nós em nosso presente estado de conhecimento não somos totalmente capazes de resolver, mas isto não é razão suficiente para rejeitar o que as Escrituras e os plenos princípios regentes da razão afirmam ser verdadeiro.
Se o poder de um soberano terreno É lei em seu reino, quanto mais ainda será a palavra de Deus no Seu reino! Por exemplo, os Cristãos sabem que o dia certamente está chegando quando, voluntária ou involuntariamente todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Nas Escrituras Ele nos está representado como Deus ONIPOTENTE, que assenta-se no trono do domínio universal. Ele sabe e conhece desde o princípio o resultado e os meios a serem utilizados para que tal resultado seja atingido. Ele é capaz de fazer por nós excedentemente e abundantemente mais do que nós pedimos ou mesmo pensamos. A categoria do impossível não existe para Ele "porque para Deus tudo é possível," [Marcos 10:27 ; também Mateus 19:26]. Isto, contudo, não significa que Deus tenha poder para fazer o que seja contra a Sua natureza, "operar contradições. É impossível para Deus mentir, ou fazer alguma coisa que seja moralmente errada. Ele não pode fazer com que dois mais dois totalize quatro, nem pode Ele fazer uma roda girar e permanecer parada ao mesmo tempo. Sua onipotência é tão certamente uma garantia de que o curso do mundo será conforme o Seu plano, quanto a Sua santidade é uma garantia de que todas as Suas obras serão certas.
Não somente no Novo Testamento mas também no Velho testamento nós podemos encontrar esta doutrina da soberania de Deus consistentemente desenvolvida. Dr Warfield diz com relação à doutrina como pode ser encontrado em: "O Todo Poderoso Criador de tudo está representado igualmente como o irresistível Regente de tudo o quanto Ele fez" ; "Senhor se assenta como rei, perpetuamente" [Salmo 29:10]. Ele segue dizendo que os escritores raramente utilizam expressões tais como "está chovendo"; eles instintivamente falam de Deus mandando chuva, etc. As possibilidades de acidente e acaso são excluídas e mesmo "que sorte fosse uma maneira de obter a decisão de Deus" (como em Josué 7:16 ; 14:2 : 18:6 ; I Samuel 10:19 ; Jonas 1:7). Todas coisas, sem exceção, realmente são dispostas por Ele, e a sua vontade é a responsável por tudo o quanto acontece. Céu e terra e tudo o que neles existe são instrumentos através dos quais Ele opera os Seus propósitos. Natureza, nações, e destino de indivíduos apresentam igualmente em todas as suas mudanças a transcrição dos Seus propósitos. Os ventos são Seus mensageiros, a flama flamejante é Sua serva; cada fenômeno natural Seus atos; prosperidade a Sua dádiva, e se calamidade cai sobre o homem, é o senhor quem o permitiu (veja Amós 3:5,6 ; Lamentações 3:33-38 ; Isaías 47:7 ; Eclesiastes 7:14 ; Isaías 54:16). É Ele quem direciona os passos dos homens, saibam eles para onde ou não; Ele que ergue e derruba; que abre e endurece o coração; e cria os pensamentos e intenções da alma." 1
E não devemos crer que Deus pode converter um pecador quando Lhe convier? Não pode o Todo-Poderoso, o onipotente Soberano do universo, mudar o caráter das criaturas que Ele fez? Ele transformou a água em vinho em Caná, e converteu Saulo na estrada para Damasco. O leproso disse: "Senhor, se quiseres podes purificar-me", e com uma palavra sua lepra foi curada. Deus é capaz de limpar tanto a alma como o corpo, e nós cremos que se Ele decidir faze-lo, Ele pode levantar uma multidão de ministros Cristãos, missionários e obreiros de várias categorias que o mundo seria convertido num espaço de tempo muito curto. Se Ele realmente se propusesse a salvar todos os homens, Ele poderia enviar legiões de anjos para instruí-los e para fazer prodígios sobrenaturais na terra. Ele mesmo poderia operar maravilhas no coração de cada pessoa para que ninguém se perdesse. Desde que o mal existe somente por Sua permissão, Ele poderia, caso Ele escolhesse, simplesmente eliminar a sua existência. Seu poder, nesse respeito, foi mostrado pelo trabalho do anjo destruidor que em uma noite massacrou todos os primogênitos dos Egípcios (Êxodo 12:29), e que em outra noite executou 185.000 do exército Assírio (II Reis 19:35). Foi mostrado quando a terra abriu-se e engoliu Corá e seus aliados rebeldes (Números 16:31-33). Ananias e Safira foram atingidos (Atos 5:1-11); Herodes foi atingido e morreu de uma maneira horrível (Atos 12:23). Deus não perdeu nenhum pouco do Seu poder, e é altamente desonroso para Ele supor que Ele estaria disputando com a raça humana fazendo o melhor que Ele pode mas incapaz de atingir os Seus propósitos.
Embora a soberania de Deus seja universal e absoluta, não é a soberania de poder cego. É aliada a sabedoria infinita, santidade e amor. E esta doutrina, quando apropriadamente compreendida, é muito confortadora e digna de confiança. Quem não preferiria ter todos a sua vida nas mãos de um Deus de poder, sabedoria, santidade e amor infinitos, do que ter de deixá-la à mercê do acaso, do destino ou de irrevogável lei natural, ou de ego pervertido e sem visão? Aqueles que rejeitam a soberania de Deus deveriam considerar que outras alternativas existem.
Como, então, são controladas e guiadas as ações do universo? "De acordo com o propósito dAquele que desenvolveu todas as coisas de conforme a Sua vontade." A tendência atual é de deixar de lado doutrinas de Soberania Divina e Predestinação de modo a obter espaço para a autocracia da vontade humana. O orgulho e a presunção do homem, de um lado, e a sua ignorância e depravação do outro, levam-no a excluir Deus e a exaltar-se a si próprio tanto quanto ele é capaz; e estas duas tendências combinadas afastam a maioria da raça humana para longe do Calvinismo.
A idéia Arminiana que assume que as intenções sérias do caminho de Deus sejam em alguns casos no mínimo anuladas, e que o homem, quem não é somente uma criatura mas uma criatura singular, possa exercer poder de veto sobre os planos de Deus Todo-Poderoso, está diretamente em confronto com a idéia Bíblica de Sua imensurável exaltação por Ele está separado de toda a fraqueza da humanidade. Que os planos de homens não sejam sempre executados é devido a uma falta de poder, ou uma falta de sabedoria; mas desde que Deus é ilimitado nestes e em todos os outros recursos, nenhuma emergência imprevista pode ocorrer, e para Ele causas para mudanças não existem. Supor que os Seus planos falhem e que ele Se esforce para nada, é reduzi-Lo ao nível de Suas criaturas.
PROVAS NAS ESCRITURAS
Daniel 4:35: "...ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?"
Jeremias 32:17: "Ah! Senhor Deus! És tu que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido! Nada há que te seja demasiado difícil!"
Mateus 28:18: "E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra."
Efésios 1:22: "e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à igreja,"
Efésios 1:11: "nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade,"
Isaías 14:24,27: "[24] - O Senhor dos exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. [27] Pois o Senhor dos exércitos o determinou, e quem o invalidará? A sua mão estendida está, e quem a fará voltar atrás?
Isaías 46:9 - 11: "[9] - Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; [10] que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; [11] chamando do oriente uma ave de rapina, e dum país remoto o homem do meu conselho; sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei."
Gênesis 18:14: "Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor?..."
Jó 42:2: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido."
Salmo 115:3: "Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz."
Salmo 135:6: "Tudo o que o Senhor deseja ele o faz, no céu e na terra, nos mares e em todos os abismos."
Isaías 55:11: "assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei."
Romanos 9:20,21: "[20] Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?[21] Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso?"
Traduzido por: Eli Daniel da Silva
A Providência de DEUS - Loraine Boettner
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As obras da providência de Deus são a Sua maneira muito santa, sábia e poderosa de preservar e governar todas as Suas criaturas, e todas as ações delas (Catecismo Menor de Westminster, resposta à pergunta 11). As Escrituras muito claramente ensinam que tudo o quanto existe fora Deus deve-Lhe, não meramente a sua criação original, mas também a ontínua existência, com todos os seus atributos e poderes, à vontade de Deus. Ele é quem sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1:3). Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas (Cl 1:17). "Tu, só tu, és Senhor; tu fizeste o céu e o céu dos céus, juntamente com todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela existe, os mares e tudo quanto neles já, e tu os conservas a todos,..." (Nee 9:6). "porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; ..." (At 17:28). "...sobre todos, e por todos e em todos." (Ef 4:6)Em toda a Bíblia as leis da natureza, o curso da história, a sorte variável de indivíduos, são sempre atribuídas ao controle providencial de Deus. Todas as coisas, seja no céu ou na terra, desde o serafim até a menor partícula atômica, são ordenadas por sua nunca falha providência. Tão íntima é a sua relação com a criação toda, que um leitor descuidado pode ser levado a conslusões panteísticas. Ainda assim, tanto personalidades individuais como segundas causas são reconhecidas não como independentes de Deus, mas como tendo seu próprio lugar em Seu plano. E paralelamente à esta doutrina de Sua Essência, os escritores da Bíblia também apresentam também a correlata doutrina de Sua Transcendência, na qual Deus é apresentado como totalmente separado e superior à toda criação.
Ainda com relação à providência de Deus, entendemos que Ele intimamente relaciona-se com todo detalhe das ações dos homens e do curso da natureza. "Supor que qualquer coisa seja grande demais para estar sob Seu controle", diz Dr Charles Hodge, "ou qualquer coisa seja tão pequena ao ponto de escapar à Sua observação; ou que a infinidade de detalhes possa distrair a Sua atenção, é esquecer-se de que Deus é infinito. . . . O sol que propaga a sua luz no espaço tão facilmente como em qualquer ponto. Deus está tão presente em todo lugar, e com tudo o quanto existe, como se Ele estivesse presente em somente um lugar, e tivesse nada mais a não ser um objeto de Sua atenção." E ainda, "Ele está presente em toda folha de grama, ainda assim guiando o curso de uma estrela (nota do tradutor: no original "Arcturus" à do Grego "Arktouros", literalmente significando "observador de urso": uma estrela fixa de primeira magnitude, na constelação "Bootes", no Hemisfério Norte), coordenando as estrelas como seu organizador, chamando-as pelos seus nomes; presente também em cada alma humana, dando entendimento, provendo-a e suprindo-a, trabalhando nela em ambos sentidos, no querer e no fazer. O coração humano está em Suas mãos, e Ele o transforma e acalma, como as águas dos rios nos remansos." 1
É quase que universalmente admitido que Deus determina quando, onde, e sob quais circunstâncias, cada indivíduo de nossa raça deve nascer, viver e morrer, se será macho ou fêmea, branco ou preto, sábio ou tolo. Para alguns Ele dá requeza, a outros honra, a outros saúde, para outros certos talentos e dons para música, oratória, arte, financas, políticas, etc. Já outros são pobres, desconhecidos, nascidos em desonra, as vítimas de doenças, e vivem vidas de miséria. Alguns são colocados em lugares Cristãos onde recebem os benefícios do Evangelho; outros vivem e morrem nas trevas do ateísmo. Alguns são trazidos através da fé à salvação; outros perecem descrentes. E numa importância extrema, estes sinais externos, que não são resultado da escolha individual, decidem o curso de vida da pessoa e o destino eterno. É mostrado e ensinado por ambas, as Sagradas Escrituras e a experiência diária que Deus dá a alguns o que Ele não concede a outros. Se Lhe fosse perguntado por que Ele assim procede, ou por que Ele não salva a todos, a única resposta disponível estaria nas palavras do Senhor Jesus, "Sim , ó Pai , porque assim te aprouve." (Mt 11:26). So a doutrina da queda e redenção mostrada nas Escrituras nos proporciona luz no que vemos sobre nós mesmos.
É para ser relembrado que os que recebem estes dons, sejam espirituais ou temporais, recebem-nos através da pura graça, enquanto que com relação aos outros, Deus simplesmente abstem-Se de proporcionais tais talentos, os quais Ele não tinha a obrigação de dar. Nações, tanto quanto indivíduos, estão assim nas mãos de Deus, que aponta os limites de sua habitação, e controla os seus destinos. Ele controla-os tão absolutamente quanto um homem controla um bastão ou uma bengala. Eles estão em Suas mãos, e Ele usa-os para alcançar os Seus propósitos. Ele os quebra em pedaços como um oleiro faz com um vaso, ou Ele exalta-os e eleva-os a grandezas, conforme a Sua vontade. Ele dá a paz e abundância de colheitas, propriedade e felicidade, ou Ele envia as desolações da guerra, da fome, da seca e pestilência. Todas estas coisas estão à disposição de Deus, e são designadas para utilizadores inteligentes, sob a Sua universal providência. Deus não é um mero expectador do universo. Ele o fez, mas está presente e ativo em todo lugar, o sustentáculo de tudo e o poder governante de tudo o quanto existe.
Embora o valor de um pardal seja pequeno, e o seu vôo pareça ser descoordenado e sem controle, ainda assim ele não cai ao chão, nem desvia-se para lugar algum, sem o seu Pai. "Sua onisciente providência já de antemão determina em qual galho ele pousará; que migalhas ele apanhará; onde ele construirá seu ninho e descansará; onde ele viverá e onde ele morrerá." 2
Cada gota de chuva e cada floco de neve que caem das nuvens, cada inseto que se move, cada planta que nasce e cresce, gada partícula de poeira que flutua no ar têem certas causas definitivas e terão certos efeitos definitivos. Cada um é um elo na corrente de eventos e muitos dos grandes eventos da história aconteceram devido a estas coisinhas aparentemente insignificantes.
Através de todo o curso de eventos existe progresso, em direção a um fim pré-determinado. Dr Warfield muito apropriadamente escreveu: "Não foi um acidente que levou Rebeca ao poço, para dar as boas vindas ao servo de Abraão (veja Gn 24), ou que levou José ao Egito (veja Gn 45:8 ; 50:20. 'Deus assim o quis, para o bem'), ou guiou a filha do Faraó até a arca no meio dos juncos (Êx 2), ou que mais tarde, direcionou a pedra do moinho que quebrou o crânio de Abimeleque (Jz 9:53), ou guiou a flecha (atirada a esmo) que feriu o rei por entre as juntas da armadura (1 Rs 22:34). Cada evento histórico é na realidade tratado ou como um ítem na correta ordem de acontecimentos do propósito Divino pré-estabelecido; e o historiador mantem-se continuamente ciente da Sua presença na história, que dá até mesmo ao relâmpago que risca os céus uma tarefa específica (Jó 36:32). 2
Nas grandes estações de trem", disse o Dr Clarence E. Macartney, "você pode ver um lápis metálico aparecer e escrever em letras grandes na parede os horários de chegada ou de partida dos trens. O lápis metálico parece escrever por sí próprio, mas nós sabemos que escondido em algum escritório existe um funcionário, cuja mente e mãos operam o lápis. Também em nossa própria vida, notamos nossas próprias deliberações e escolhas e decisões, e ainda na construção do nosso destino, parecem haver outras cordas, cordas que não respondem ao nosso comando. Eventos aparentemente triviais desempenham sua parte em grandes acontecimentos." 4
O senso de responsabilidade moral e dependêndia do homem, e o seu instintivo apelo a Deus em horas de perigo, mostram o quão universal e inata é a convicção de que Deus realmente governa o mundo e todos os eventos humanos. Mas enquanto a Bíblia repetidamente ensina que o controle providencial é universal, Poderoso, sábio e sando, em nenhum lugar as Escrituras intentam informar-nos como reconciliar tal com a liberdade do homem. Tudo o que precisamos saber é que Deus governa as Suas criaturas e que o Seu controle sobrfe elas é tal que nenhuma violência aplica-se às suas naturezas. Talves a relação entre a Soberania Divina e a liberdade humana possa ser melhor expressada nas palavras: Deus tão presente nos estímulos externos que o homem age de acordo com a sua própria natureza, e ainda assim faz exatamente o que Deus tem planejado para que ele faça.
Este assundo, tanto quanto relaciona-se com a responsabilidade humana, será mais amplamente tratado no capítulo sobre Livre Arbítrio.
PROVAS NAS ESCRITURAS
A doutrina Bíblica da Providência é tão clara que é admitida por muitos cuja visão filosófica leva-os a rejeitá-la por si mesmos. Nós apresentaremos agora um sumário das provas nas Escrituras, mostrando que todos os eventos têem um local e propósito determinados, apontados, que a providência de Deus é universal, e que Ele destarte assegura o completo termo dos Seus planos. O controle providencial de Deus abrange:
(a) Natureza do mundo físico. "...o Senhor tem o seu caminho no turbilhão e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés."[Naum 1:3] "Somente na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva."[Êx 9:26] "...porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos."[Mt 5:45] A fome no Egito pareceu aos homens ser somente a conseqüência de causas naturais; mas José podia dizer, "...é porque esta coisa é determinada por Deus, e ele brevemente a fará."[Gn 41:32] "Além disso, retive de vós a chuva, quando ainda faltavam três meses para a ceifa; e fiz que chovesse sobre uma cidade, e que não chovesse sobre outra cidade;..."[Am 4:7] "...dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações."[At 14:17] "Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu numa medida o pó da terra e pesou os montes com pesos e os outeiros em balanças,"[Is 40:12]
(b) A criação animal. "Não se vendem dois passarinhos por um asse? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai."[Mt 10:29] "Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta..."[Mt 6:26] "O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, e eles não me fizeram mal algum; ..."[Dn 6:26] "Os leões novos os animais bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento."[Sl 104:21] "De modo que Deus tem tirado o gado de vosso pai, e mo tem dado a mim."[Gn 31:9].
(c) Nações. (a humiliação de Nabocodonosor foi) "...a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até o mais humilde dos homens constitui sobre eles."[Dn 4:17] "Eis que as nações são consideradas por ele como a gota dum balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima."[Is 40:15] "Alegre-se o céu, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O Senhor reina."[I Cro 16:31] "Pois Deus é o Rei de toda a terra; ..."[Sl 47:7] "Ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; é ele quem dá a sabedoria aos sábios e o entendimento aos entendidos."[Dn 2:21] "O Senhor desfaz o conselho das nações, anula os intentos dos povos."[Sl 33:10] "E o Senhor lhes deu repouso de todos os lados, .... , mas a todos o Senhor lhes entregou nas mãos."[Jos 21:44] "Mas os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou na mão de Midiã por sete anos."[Jz 6:1] "... Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?"[Am 3:6] "Pois eis que suscito os caldeus, essa nação feroz e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra para se apoderar de moradas que não são suas."[Hab 1:6]
(d) Homens individuais. "Como corrente de águas é o coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer."[Prov 21:1] "Confirmados pelo Senhor são os passos do homem..."[Sl 37:23] "O coração do homem propõe o seu caminho; mas o Senhor lhe dirige os passos."[Prov 16:9] "Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo."[Tg 4:15] "Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; ..."[Rm 11:36] "Pois, quem te diferença? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?"[I Cor 4:7] "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra."[Sl 34:7] "Eis que o nosso Deus a quem nós servimos pode nos livrar da fornalha de fogo ardente; e ele nos livrará da tua mão, ó rei."[Dn 3:17] "O Senhor é por mim, não recearei; que me pode fazer o homem?"[Sl 118:6] "Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos."[Is 64:8] "...e a mão do nosso Deus estava sobre nós, e ele nos livrou da mão dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho."[Esd 8:31] "...e que Deus tinha dissipado o conselho deles,..."[Neem 4:15] "Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, nem contra homem nem contra animal; para que saibais que o Senhor faz distinção entre os egípcios e os filhos de Israel."[Êx 11:7] "E de noite disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; porque eu estou contigo e ninguém te acometerá para te fazer mal, ..."[At 18:9,10)
(e) Os atos livres dos homens. "porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade."[Fil 2:13] "E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de modo que estes lhe davam o que pedia; ..."[Êx 12:36] "este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira."[Esd 7:6] "...porque o Senhor os tinha alegrado, tendo mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel."[Esd 6:22] "Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis."[Eze 36:27]
(f) Os atos pecaminosos dos homens. "Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse."[At 4:27,28] "Respondeu-lhe Jesus (a Pilatos): Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado; por isso aquele que me entregou a ti, maior pecado tem."[Jo 19:11] "Disse, porém, o rei (Davi a Abisai, com relação a Simei): ...Por ele amaldiçoar e por lhe ter dito o Senhor: Amaldiçoa a Davi; ... Deixai-o; deixai que amaldiçoe, porque o Senhor lho ordenou."[II Sam 16:10,11] "Na verdade a cólera do homem redundará em teu louvor, e do restante da cólera tu te cingirás."[Sl 76:10] "Eis que eu endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles; e glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros."[Êx 14:17]
(g) Os eventos fortuitos ou "acontecimentos ao acaso" [referir-se à seção 4 (Cap III)] : "O plano divino inclui os eventos fortuitos ou acontecimentos ao acaso": "A sorte se lança no regaço; mas do Senhor procede toda a disposição dela."[Prov 16:33] "E dizia cada um ao seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para sabermos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas."[Jon 1:7] "[24] E orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido [26] Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos."[At 1:24, 26] "Cobre as mãos com o relâmpago, e dá-lhe ordem para que fira o alvo."[ Jó 36:32] "[28] Replicou Micaías: Se tu voltares em paz, o senhor não tem falado por mim... [34] Então um homem entesou o seu arco, e atirando a esmo, feriu o rei de Israel por entre a couraça e a armadura abdominal."[I Rs 22:28, 34] "Porque a aflição não procede do pó, nem a tribulação brota da terra;"[Jó 5:6] "Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás."[Mc 14:30] (compare com Gn 37:28 e 45:5; também compare com I Sam 9:15, 16 e 9:5-10).
Traduzido por: Eli Daniel da Silva


